Irreal

Ao amanhecer ele não sentia-se real
As noites eram sempre breves
o sono era sempre intranquilo

Havia,
num canto de sua alma,
um desejo de fuga
Mas não havia para onde ir

Seu coração sabia que jamais acharia um lugar
Sabia que sempre seria um animal estranho,
uma criatura acuada

Todos os dias eram vividos com um medo sem nome
Tristeza aguda espreitando nas sombras de seu espírito

Enquanto andava nesta terra estranha,
sua máscara de normalidade trincada no rosto,
era sempre um estrangeiro em sua própria vida

Advertisements

Leave a Reply

Please log in using one of these methods to post your comment:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s