Big- Bang

I confess that in writing this story was more interested in the images. I was interested in creating images strange, beautiful, surrealist perhaps with a dash of poetry, fiction and Grant Morrison.
Still I hope that the story of the couple adds some emotional weight to the story.


Big-Bang

(English Version)

They held hands when the sky shattered.

The sound of the World’s End was deafening and strange, as if Time were singing.

The couple watched when, far away, a star fell and decapitated a mountain.

People around them sometimes had unexpected reactions, sometimes had obvious ones. The crowd sobbed, prayed, hugged each other, killed themselves, occasionally even asked forgiveness to the next one person.

Through the window they saw the cracks in the sky and within them, for those who dared to look, Everything and Nothing mingled in a moonless night.

The rain started, warm and golden, like it was the blood of the stars.

They hugged each other tighter and remembered the picnic that same morning, the ice cream that they shared the night before, the comfort of sleeping embraced, the long talks they used to had.

They saw when a piece of the sky fell and stabbed the city at its downtown, like a dagger with constellations carved at its blade.

She was strong and did not cried. He was not and cried when she said goodbye, without words,just with a kiss.

They went to the street.

The reality evaporated around the couple. Buildings leaked to the breaches of the sky, the oceans left quietly. The people evaporated in the form of clouds that resembled small galaxies.

So the end embraced them. Suddenly everything seemed small, and all the memories were immense. The couple remained embraced until they become small nebulae twins.
The silence prevailed.

The rain persisted. And it stayed until the surface of reality become a ocean.
And the Spirit of God moved on the face of the waters.



Big-Bang

(Versão em Português)

Quando o céu se estilhaçou, eles deram as mãos.

O som do fim do Mundo era ensurdecedor e estranho, como se o tempo cantasse.

Puderam ver, ao longe, quando uma estrela despencou e decapitou uma montanha.

As pessoas à volta deles tinham reações às vezes inesperadas, às vezes óbvias. Choravam, rezavam, se abraçavam, se matavam, ocasionalmente até pediam perdão umas às outras.

Pela janela eles viram as rachaduras no céu e dentro delas, para aqueles que ousavam olhar, o Tudo e o Nada se misturavam numa noite sem luar.

A chuva começou, morna e dourada, como se fosse o sangue das estrelas. Eles abracaram-se com mais força. Lembraram-se do pic-nic ainda naquela manhã, do sorvete que dividiram na noite anterior, do conforto de dormirem abraçados, das longas conversas.

Viram quando um pedaço do firmamento despencou e fincou-se no centro da cidade como um punhal com constelações entalhadas em sua lâmina.

Ela foi forte e não chorou. Ele não foi e chorou quando ela lhe disse um adeus sem palavras com um beijo.

Foram para a rua.

A realidade evaporava ao redor do casal. Prédios escorriam para as brechas do céu, o oceano partiu em silêncio, pessoas evaporavam em nuvens que lembravam pequenas galáxias.

Então o fim os abraçou. Subitamente todas as coisas pareceram pequenas, todas as lembranças eram imensas. Permaneceram abraçados até eles próprios tornarem-se pequenas nebulosas gêmeas.

O silêncio triunfou.

Choveu. Choveu até a superfície da realidade tornar-se apenas oceano.

E o espírito de Deus pairava sobre as águas.

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